Acabei de assistir ao filme "O Pior Vizinho do Mundo", e ainda me sinto tocada pela estória de Otto Anderson, brilhantemente interpretado por Tom Hanks.
Um homem que, após a perda da esposa, se torna amargurado, fechado e mau-humorado, que busca incansavelmente ocupar o próprio tempo, cuidando das coisas que o rodeiam. Uma forma de se desviar da própria dor, uma forma de não suportar sua vida e seus sentimentos, uma armadura criada para que as pessoas não vejam o quanto sua dor o deixa vulnerável.
Ao longo da trama, Otto tenta várias vezes se "despedir" da vida. Mas é como se uma força maior o impedisse. E a leitura que faço desse recorte é que, a vida luta pela vida o tempo todo. Por mais que haja dor e sofrimento, a vida luta pela vida através de pequenos gestos de amor, gentileza, acolhimento...
A vida luta pela vida e nos assopra aos ouvidos "Eu sou a vida e estou aqui com você"! Ela se manifesta nos pequenos gestos: no sorriso de um vizinho, num prato de comida partilhado, num abraço inesperado ou na lembrança de um amor que não se apaga.
Por mais escura que a noite pareça, há sempre um fio de luz tentando nos alcançar.
Memento vivere — lembre-se de viver.
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