A vida se revela em seu maior paradoxo: somos arremessados à existência sem um manual, obrigados a construir quem somos a cada escolha, ato e renúncia.
Nessa jornada, a essência do ser humano não é um ponto de partida fixo, mas sim o fruto dessa constante transformação. O paradoxo se estabelece na tensão entre a busca por um sentido (o que deve ser) e o que nos tornamos pelas nossas escolhas.
O verdadeiro encontro com a própria essência ocorre não quando encontramos uma resposta definitiva, mas quando abraçamos a responsabilidade de criá-la. É na vulnerabilidade de ser imperfeito, no caos das contradições e na consciência da finitude que o ser emerge, autêntico, como um projeto inesgotável. Viver, em essência, é suportar esse paradoxo.
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