Inaugurando nosso ciclo de estudos, compartilho o emocionante depoimento de Ana Beatriz Cerisara. Nesta belíssima entrevista, acompanhamos como ela, aos 60 anos, lidou com um câncer terminal, demonstrando uma combinação impressionante de sabedoria, resiliência e doçura.
É a própria essência do paradoxo: como "câncer terminal" pode coexistir com tanta leveza? O relato de Ana Beatriz oferece uma resposta sensível, que nos auxilia a compreender melhor o campo da Tanatologia.
Sua história ilustra a prática da Ortotanásia: a decisão consciente de permitir que o processo de morte se cumpra naturalmente, sem intervenções que prolonguem artificialmente o sofrimento. No Brasil, essa escolha é legalmente amparada pelo Conselho Federal de Medicina (desde 2010), respeitando assim a autonomia do paciente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário