domingo, 14 de dezembro de 2025

Viva - A Vida É Uma Festa (Coco) - O Poder das Memórias

"Viva – A Vida É Uma Festa" (título original: Coco, 2017) não é apenas uma das animações mais visualmente deslumbrantes da Pixar; é uma carta de amor profundamente emocionante à cultura mexicana e, principalmente, ao poder eterno da memória.

Miguel, um jovem que sonha em ser músico sai para uma jornada mágica e colorida ao Reino dos Mortos durante o Día de los Muertos. Longe de ser um lugar sombrio, este reino é vibrante, cheio de luzes e de festa, retratando a crença mexicana de que a morte é apenas mais uma etapa do ciclo da vida.

A “chave” sensível da mensagem dessa animação consite na ideia que, a verdadeira morte não ocorre quando o corpo se vai, mas sim quando a última pessoa que pensava em você se esquece de quem você era. O filme constrói de forma magistral o conceito da Honra Ancestral, mostrando que a família é uma corrente inquebrável, onde cada geração depende da lembrança da anterior.

A animação enfatiza a importância das oferendas (altares) como pontes que ligam o mundo dos vivos e o mundo dos mortos, garantindo que os ancestrais possam retornar. Através de canções emocionantes e reviravoltas na trama, somos lembrados que o amor e a lembrança são a verdadeira imortalidade. 

É uma obra-prima que celebra a cultura, o perdão e nos ensina que manter viva a memória de quem amamos é a mais poderosa e bonita forma de continuar a vida. O amor ultrapassa as barreiras das gerações e da vida e da morte.

 

Trailer 

The Life of Death - A Vida Da Morte


O curta-metragem de animação "The Life of Death" é uma obra poética e profundamente sensível que nos convida a repensar a figura temida da Morte. Longe de ser um vilão sombrio, a Morte é aqui retratada como uma figura solitária e melancólica, cujo destino é ser eternamente separada daquilo que mais ama.

À partir de um desejo impossível da Morte (o amor pela Vida) o espectador acompanha o sofrimento silencioso que ela observa de longe, a beleza do mundo e a inocência da Vida. É uma meditação visual sobre o amor não correspondido, a solidão intrínseca a certas existências e a inevitabilidade de que o fim e o começo estão sempre ligados.

A animação utiliza um estilo visual desenhado à mão (2D) que, com sua paleta de cores escuras contrastando com toques de luz, confere um tom de fábula atemporal. É um filme curto, mas de imenso impacto emocional, que trata a perda e a separação com uma ternura incomum.

Este tocante curta-metragem foi lançado em 2012 e é uma criação da animadora holandesa Marsha Onderstijn. A obra é um excelente exemplo de sua habilidade em contar histórias complexas e emotivas em um formato minimalista, utilizando a animação para explorar temas filosóficos com grande profundidade e lirismo visual.